Como está se comportando o mercado de moda infantil durante a pandemia

A pandemia do COVID-19 e as paralisações sociais e econômicas necessárias para contê-lo apresentam ao varejo desafios sem precedentes. Espera-se que uma crise econômica acabe com mais de 30% dos negócios da indústria da moda somente em 2020.

De acordo com uma pesquisa recente dos membros da Sustainable Apparel Coalition, 1/3 dos tomadores de decisão de marcas de moda, varejistas e fabricantes se sentiram totalmente despreparados para a crise da COVID-19, tendo que lidar com gigantescos prejuízos. 

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Novos valores e comportamento de consumo

A situação atual está sendo como um alerta para que os consumidores tenham mais consciência de suas escolhas e comportamento de produtos. Se observarmos, definitivamente há um aumento na demanda do consumidor por produtos associados à confiança, bem-estar e bem coletivo, principalmente em categorias que entram diretamente em contato com o corpo humano, como alimentos, beleza, cuidados pessoais e roupas. 

©Arturo Rey

À medida que os consumidores gastam menos dinheiro, mas com maior consciência, a expectativa de lojas com empatia e valores reais é cada vez maior, assim se sobressai quem cuida do cliente, tanto do dinheiro, quanto do bem-estar do mesmo.

Outro ponto a ser considerado é que, devido à pandemia, houve um resgate muito grande de valores mais humanizados, como a valorização da família. Assim, viagens e itens não necessários podem ser esquecidos, mas dificilmente a festa de aniversário, batizados e comemorações serão. Assim, o mercado de moda infantil é afetado, porém de forma bem menor que o mercado adulto, por exemplo.

Além disso, nada exclui o fato de que as crianças crescer e as roupas de hoje podem não servir daqui a alguns meses, fazendo necessária a compra de novas roupas.

O que mudará, na verdade, é o seu posicionamento como lojista e como você irá se comunicar com seu público. É preciso entender que o seu cliente está mudando, então a sua comunicação como loja também deverá mudar. Agora, o mais importante é colocar o cliente em primeiro lugar, ouvir o consumidor e criar campanhas que deixem a venda como uma consequência, não como a primeira coisa que o cliente irá perceber.

 

O jeito de vender está mudando

O setor de varejo está vendo uma mudança significativa nos consumidores que gastam em grandes lojas e redes de departamentos. Ao que tudo indica, os mesmos estão na direção à escolherem lojas independentes e de sua região, valorizando o comércio local em meio ao COVID-19. 

©rupixen

Também é preciso entender que a forma de comprar está cada mais mais voltada ao online. Em tempos que ficar em casa é essencial, o consumidor irá dar preferência às lojas que possuem um ambiente de compra online, como um e-commerce próprio, ou serviços diferenciados como delivery de produtos. 

Mas vendas à distância não necessariamente significam vendas sem contato com o cliente. Mais do que nunca, a loja precisa estar próxima do cliente, se fazer presente, mostrar que se importa. Aqui, o bom atendimento e o pós-venda são os itens mais importantes, assim como manter o seu time de vendas bem alinhado na crise!

 

O impacto a curto e longo prazo

Conhecer o seu cliente, entender as mudanças no comportamento do cliente, criar personalização e interações em tempo real serão mais importantes do que nunca em uma loja de moda infantil.

É certo que na crise surgem as melhores oportunidades, mas é preciso ficar atento às oportunidades e também ao impactos a curto e longo prazo.

Pensando no curto prazo, ou seja, no que é vivido atualmente, vale levar em consideração que as crianças estão em casa. Então de nada adianta criar campanhas para incentivar a compra de produtos muito elaborados e de festas, por exemplo. As crianças precisam de roupas que lhes permitam circular livremente e não restrinjam seus movimentos. As roupas devem ser funcionais, boas para brincadeiras internas e externas e laváveis ​​na máquina, para a facilidade dos pais. Produtos em tecidos naturais, malhas e moletom são os ideais para o público infantil neste momento.

©Artem Beliaikin

A longo prazo, é necessário perceber que o seu cliente será bombardeado com mensagens de publicidade da maioria das categorias de varejistas. Assim, é preciso que você analise o seu público constantemente, para que esteja cada vez mais à frente da concorrência.

O consumidor se torna mais exigente, comportamento que já vinha acontecendo e a crise só acelerou este processo. Além disso, há uma previsão de que até 2022 ocorram sequelas nos hábitos de consumo. Então é preciso estar com suas estratégias de marketing muito bem alinhadas para vencer e conseguir bons resultados.

Como estão sendo as suas experiências neste momento de pandemia e quais os principais impactos que a sua loja de roupas infantis está sentindo? Compartilhe com a gente!

 

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Escrito por Grupo Elian

Há quase 03 décadas vestindo crianças, adolescentes e adultos com roupas de qualidade, estilo e muito conforto. O Grupo Elian é responsável pelas marcas Elian, Elian Beats, Colorittá e Marialicia, presente em todo o Brasil e também no exterior.

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